
O rei do pop
02/07/2009Eu e minha co-editora não concordamos em muitos, muitos, muitos assuntos. Mas concordamos em vários também, e inclusive em respeitar as opiniões de cada um. Então tudo bem.
Vamos testar esta tolerância em outra discussão pois: o rei está chegando!
Não, não é a segunda vinda de Michael Jackson. É a turnê de 50 anos de carreira do rei Roberto Carlos, que chega à Curitiba em Outubro.

Um homem...
Talvez seja eu ficando velho, acredito que não, talvez seja a significância do número 50 (mais cedo este ano comemorei os 50 anos da Revolução Cubana in loco), mas na verdade acho que é só a conclusão de uma coisa: Roberto Carlos é pura diversão!
Ele foi e é um fenômeno pop tupiniquim, e também universal, pois passou por todas as agruras de um ídolo: filhos não-reconhecidos, manias, conversão religiosa, drogas, acidentes… não necessariamente nesta ordem.
Mas sem contar esta análise de bastidores, a sua música, escrita em diversas parcerias, fala muito mais. Fala de carros velozes, garotas e bobagens assim lá no começo; fala de mulheres gordinhas e amores perdidos… de novo, não necessariamente nesta ordem.
De qualquer maneira que você monte a carreira e as contribuições de Roberto Carlos nestes 50 anos de carreira, é impossível não extrair daí uma gema pop valiosa, que rende um sorriso no rosto ou talvez até uma lágrima.

... tantas emoções
Um ângulo polêmico que preciso abordar logo de começo é o contexto histórico em que surgiu o fenômeno Roberto Carlos. Ditadura militar, Jovem Guarda, anos 60. Ninguém tinha razão naqueles anos. E nem queria. Todas as regras do jogo estavam sendo reescritas de semana em semana, de passeata em passeata, de prisão em prisão.
Mesmo nesta conjuntura Roberto trouxe um gostinho de rebeldia à grande massa de jovens, que de usar calças justas migravam talvez para um baseado e uma leitura do Manifesto Comunista. Gosto de pensar que Roberto Carlos talvez tenha feito muito mais para formar a geração das Diretas do que qualquer tropicalista.
Afinal, foi um show dele que vi em uma tv mal-sintonizada em um bar no meio de Cuba, em Camaguey, no final do ano passado, e não do Gilberto Gil, que provavelmente estava viajando com dinheiro do contribuinte em sua turnê.

Putz… eu sempre gostei do rei! Tenho inclusive um CD dele em espanhol. hehe
Devem ser os cabelos brancos mesmo… snif
Talvez sejam mesmo… é uma tendência na minha biblioteca de músicas aqui, sempre andam aparecendo (no meio das últimas novidades): Cat Stevens, Carly Simon, Paul Simon e, é claro, o senhor Roberto Carlos Braga de Cachoeiro do Itapemirim.
O rei é só sucesso. Mais sucesso ainda é estar discutindo Robertão em uma baladinha curitibana e se dar conta de que está tocando eu te amo, te amo, te amo.
sou tua fã te amo muito sou sua fã nilma um beijo e um grande abraço
eu amo o roberto carlos
meu amor